sexta-feira, 18 de agosto de 2017

sexta-feira, 30 de junho de 2017

O Primeiro Namorado


Conto de Lucia Millet

A história é continuação do conto “Meu Primo Gustavo”.

Depois daquela temporada na casa de minha tia Jurema, das transas com o primo Gustavo, o Juarez e o Sergio, voltei para a minha rotina de escola, amigos, família. A maior preocupação que tive em casa foi encontrar um lugar seguro para guardar as roupinhas que tinha trazido: duas calcinhas fio-dental, uma preta e uma rosa, um sutiã preto, uma cinta-liga, dois pares de meias 7/8 e um biquíni amarelo. Era a primeira vez que tinha roupas de mulher só para mim. Apertei tudo em um pacote pequeno e escondi dentro do forro de um velho sofá, um lugar relativamente seguro, o inconveniente é que era trabalhoso tirar as coisas de lá quando me dava vontade de vestir alguma coisa.
Nossa família vivia numa uma casa pequena. Eu dividia o quarto com dois irmãos menores, não tinha nenhuma privacidade. Somente quando me trancava no banheiro podia vestir uma das calcinhas fio-dental e me olhar de costas no espelho para ficar excitado e finalmente me masturbar com o dedo ou algum objeto cilíndrico enfiado no cu, imaginando-me uma mulher sendo penetrada. Algumas vezes tinha de interromper meu gozo porque alguém batia na porta para usar o banheiro. Um horror!



Ouvira falar que os exercícios de agachamentos eram ótimos para aumentar e endurecer o bumbum, por isso comecei me exercitar, duas séries diárias, juntamente com os abdominais para manter a cintura fina. Raspava os poucos pêlos que nasciam nas minhas pernas e peito, e deixava os cabelos o mais cumpridos possível. Eram pequenas coisas que me faziam sentir mais feminina.
Muitas vezes saía à rua usando calcinha ou até mesmo calcinha e sutiã debaixo das roupas de homem.  Sentia-me bem vestindo lingerie no lugar das cuecas sem graça, e até o desconforto do fio-dental dentro do meu rego ou o aperto das alças do sutiã nas minhas costas era agradável. Mas morria de medo que acontecesse alguma coisa, que eu passasse mal ou fosse atropelado e então me levassem para o hospital e descobrissem que estava de calcinha e sutiã e todos em casa e na escola ficassem sabendo... Sentia um verdadeiro pavor de ser descoberto!
Na escola - eu já estava no segundo colegial – minha maneira de ver as coisas mudou um bastante. O passei a olhar as meninas de outro jeito, quer dizer, eu ainda olhava para elas, mas era mais com inveja do que com desejo. Gostava observar as roupas, os sapatos, os braceletes, os brincos, e ainda mais, os corpos, os gestos, a voz, os cabelos, o jeito de andar. Imaginava-me vestindo as mesmas roupas que elas usavam: minissaias, leggings, shortinhos, blusinhas de alça, tudo bem colado e sensual.
Naquela época, no entanto, não sentia desejo por nenhum dos meninos da escola, todos uns idiotas, grossos, que faziam brincadeiras sem graça. Foi então que ele apareceu... O Sidney chegou na metade do ano, transferido de outra escola, e veio sentar-se numa carteira bem ao lado da minha. Logo o achei interessante, meio lourinho, olhos azuis, bonitinho, apesar dos óculos grossos que usava. Tinha a mesma idade que eu, 16 anos. Como ele era muito tímido, meio “nerd”, as meninas não deram muita bola para ele. Logo pude, puxei conversa com Sidney. Ele me contou que ótimo em Matemática, Física e Química, matérias que eu odiava, em compensação era fraco em Português, História e Geografia, matérias que eu amava. Vimos aí uma possibilidade de ajuda mútua, podíamos estudar juntos. E assim fomos ficando amigos.
Como minha casa era pequena, a ainda havia os dois irmãos e a mãe, resolvemos estudar na casa do Sidney, que era filho único. Quando cheguei lá não acreditei: ele morava numa casa enorme, linda, com piscina. Sidney tinha um quarto só para ele, tipo suíte, com banheiro próprio. Ele também possuía um computador no quarto, meu sonho de consumo, porque em casa eu dividia o computador com meus dois irmãos, minha mãe e meu pai, não tinha privacidade para ver sites mais quentes. No caso do Sidney, além de ele ser filho único, o pai e a mãe que trabalhavam e ficavam fora o dia todo. Além de nós, única pessoa na casa era uma empregada, muito calada, que permanecia no andar de baixo, na cozinha ou na copa, e ia embora pontualmente às 4 da tarde.
No primeiro dia só estudamos e conversamos. Sidney, ao contrário do que eu imaginava, também gostava de uma sacanagem. Falamos das meninas gostosas que havia na escola. Depois ele ligou o computador e me mostrou uns sites pornôs, com vídeos de sexo, inclusive anal, com homens, mulheres e travestis. A coisa começava a ficar interessante!  Nós dois ficamos de pau duro, mas paramos por aí.
Na próxima vez em que fui estudar na casa do Sidney, coincidiu de eu ter ido à escola de calcinha e sutiã por baixo da roupa. Eu poderia ir ao banheiro e tirar antes de ir para a casa dele, mas resolvi ficar daquele jeito mesmo. No quarto do Sidney, que era onde estudávamos, assim que tive chance entrei no assunto da sacanagem. Falei do boato que havia na escola de que algumas meninas davam a bunda para os namorados para poderem transar e continuarem virgem. O assunto como sempre interessou Sidney. Ele ligou o computador para me mostrar mais uns sites legais de sexo. Abandonamos o estudo e nos concentramos na sacanagem. Ficamos os dois muito excitados, mas de maneira diferente, ele com vontade de comer, eu com vontade de dar. Resolvi tentar a sorte.



- Olha, Sidney, tem uma coisa que eu queria te mostrar. Mas você tem de me prometer que não vai contar para ninguém, principalmente na escola.
- O que é, Marcelo? – ele me perguntou interessado.
- Então feche os olhos um pouco – disse eu.
Ele atendeu o meu pedido. Rapidamente tirei minha roupa e fiquei apenas com o conjunto de calcinha e sutiã pretos. Virei de costas e arrebitei bem a bunda.
- Ponto, pode olhar – disse eu.
- Marcelo, o que é isso? – exclamou Sidney surpreso.
- Eu gosto de me vestir de mulher para ficar com mais tesão – expliquei.
- Mas você é viado?
- Não! Acho que não – respondi.
- Que bunda você tem! – exclamou Sidney me observando.
Realmente, com os exercícios constantes, minha bunda, que já era boa, ficou maravilhosa.
- Eu me visto assim depois me olho no espelho. Aí fico louco de tesão e bato uma – disse eu.
- E você não quer dar a bunda pra mim? – perguntou Sidney.
- Ah, não! Eu não faço essas coisas – respondi inocente.
Na verdade eu estava morrendo de vontade de dar para o Sidney, mas resolvi fazer o papel de virgem, não queria que ele pensasse que eu era uma vagabunda, que dava para qualquer um.
- A gente podia experimentar. Eu nunca comi uma bunda, sabe? – disse Sidney excitado.
- Eu também não – respondi.
- Dá sua bunda para mim então, Marcelo?
- E por que você não dá a sua para mim, Sidney?
- Bom, quem está de calcinha e sutiã é você – concluiu Sidney.
Realmente o argumento dele era bastante forte, mas continuei no meu o papel de virgem.
- Não sei. Ouvi dizer que dói...
- Vamos fazer assim, eu coloco só a pontinha, se doer muito, eu tiro.
- Bom, se você promete, a gente pode tentar...
- Vai lá para a cama – disse ele.
- Olha, Sidney, ouvi dizer que precisa passar alguma coisa para lubrificar.
- É verdade. Vi num filme que manteiga é bom. Espere aqui que eu vou buscar na cozinha.
Sidney saiu apressado. Sozinho no quarto, olhei-me no grande espelho do guarda-roupa para me ver de corpo inteiro. De costas minha bunda no fio-dental ficava divina!  Deitei-me na cama de bruços e esperei que ele voltasse. Não demorou muito e Sidney entrou apressado no quarto.
- Pronto, consegui, Marcelo.
 Sidney rapidamente tirou a roupa e começou a passar a manteiga no pau.
- Você não vai tirar a roupa? – perguntou-me.
- Só a calcinha – respondi.
- Então tira – ele pediu.
- Tira você pra mim. Já estou deitada... – sem querer usei o feminino.
Sidney delicadamente foi baixando minha calcinha até ela sair totalmente pelos meus pés.
- Assim de costas você parece uma mulher de verdade! – disse Sidney. – Quer que eu tire o sutiã também?
- Ah, não! O sutiã pode deixar – respondi. Eu gostava de ficar com alguma peça no corpo enquanto transava para me sentir mais feminina.
Sidney se deitou sobre mim. Senti um arrepio quando o pau dele, quente e duro, roçou nas minhas nádegas. Arrebitei o bumbum o máximo que podia para facilitar a penetração. Ele teve uma certa dificuldade para achar o buraco do meu cu, realmente não tinha experiência nenhuma.
- Um pouco mais para baixo, Sidney – disse para ajudá-lo – É bem aí.
Finalmente ele começou a me penetrar.
- Ai, Sidney, vai devagar! – exclamei exagerando.
- Está doendo? Quer que eu tire? – perguntou.
“Ai, que docinho ele é”, pensei.
- Não! Não tira não! Pode deixar. Mas enfia devagar.
Não conversamos mais, foi só meter e meter. Não sei se era porque eu estava há muito tempo sem dar a bunda, ou porque estava muito excitada, ou porque gostava do Sidney, não sei: o que posso dizer é que nunca na vida tinha levado uma pica tão gostosa. Cheia de tesão por me sentir de novo sendo penetrada, esqueci um pouco o meu papel de virgem e disse:
- Mete! Mete! Me come!
- Que bunda gostosa! – disse ele.
Eu me mexia, rebolava e gemia enquanto Sidney me bombava, cada vez mais rápido. Quando gozei foi um gozo delicioso. Meu esperma jorrou encharcando o lençol embaixo de mim e foi  até o meu umbigo.
Sidney também gozou, depois tirou o pau da minha bunda. Ele foi para o banheiro se lavar. Fiquei de bruços na cama, sem coragem de me levantar, com a bunda para cima, apenas com sutiã preto.  Ele saiu do banheiro e sorriu para mim.
- Eu adorei comer a sua bunda. Você gostou? – ele me perguntou.
- É, gostei! – respondi eu timidamente enquanto ele se vestia. – Doeu um pouco no começo, mas depois... ficou bom...
- Eu percebi que você estava gostando – disse ele sorrindo.



Realmente era difícil para mim esconder que sentia prazer em dar a bunda.
- Não sei o que aconteceu comigo! Nunca tinha feito isso antes! – disse para parecer inocente – Agora preciso ir embora.
Vesti rapidamente a roupa, joguei a calcinha e o sutiã dentro da mochila e saí apressado. Meu rabo ainda estava sujo de manteiga, na pressa nem me ocorreu de ir ao banheiro me lavar. Sentia vontade de ficar um pouco sozinho. O que tinha se passado entre o Sidney e mim não tinha sido apenas uma transa como as que eu tivera antes, foi algo muito especial.  E eu que já gostava do Sidney, depois de ser comida tão deliciosamente, fiquei totalmente apaixonada.
E agora, como ia ser? Não sabia como Sidney ia reagir ao se encontrar comigo no dia seguinte. Será que ia achar que eu era um viadinho, uma bicha, como havia alguns na escola, daqueles andavam desmunhecando e eram vitimas de gozação de todos. Meu maior terror era que Sidney me desprezasse ou saísse contando na escola que eu gostava de me vestir de mulher e de dar a bunda. Pensei mil coisas, as piores possíveis. Mas quando nos encontramos não houve nada de especial, ele me tratou como nos outros dias, acho que foi até mais carinhoso. Em um momento passou a mão por meu braço, olhei para ele e ele sorriu. Saímos juntos da escola. Ele segurou minha mão para atravessarmos a rua. Não falamos sobre que havia acontecido em momento algum, mas aquilo estava sempre no ar entre nós. Ao nos despedirmos ele fez um gesto tímido, quase como se quisesse me beijar. Fiquei ao no auge da felicidade, era tudo o que eu podia querer: estava apaixonada e meu amor era correspondido. Não havia dúvida, havia conseguido meu primeiro namorado.
Nosso namoro era discreto. Éramos daquele tipo de amigos inseparáveis, como havia tantos outros na escola. Nos encontrávamos na entrada, sentávamos em carteiras vizinhas, ficávamos juntos no recreio, íamos embora juntos. No mais fazíamos as coisas que os outros garotos faziam, até jogávamos futebol (muito mal, mas jogávamos). Ninguém poderia desconfiar que por trás daquela amizade havia um namoro.
Eu ia uma ou duas vezes por semana na casa do Sidney com a desculpa de estudar. Nesses dias levava minhas roupinhas de mulher, calcinhas, sutiã, cinta-liga e meias 7/8, até o biquíni amarelo e me montava para o Sidney. Não precisa dizer que eu era invariavelmente comida.
- Marcelo, como sua bunda é gostosa – disse Sidney enquanto me comia.
Era a segunda vez que transávamos. Tomei coragem e disse para ele:
- Sidney, não me chama mais de Marcelo. Quando eu estiver vestida de mulher me chama de Lucia.
- Que gostosinha você é, Lucia! – fez Sidney na hora.
Daí em diante, quanto eu estava vestida de mulher ele me chamava sempre de Lucia, Lucinha, amorzinho, gostozinha, tesãozinho, e coisas assim.

Com o nosso namoro também resolvi o problema de onde guardar minhas roupinhas de mulher, porque eu morria de medo que alguém lá em casa descobrisse meu esconderijo. No quarto do Sidney havia um lugar seguro, duas gavetas das quais só ele tinha as chaves. Combinamos de deixar as coisas da Lucia guardadas ali. Fiquei só com a calcinha cor de rosa para vestir em casa quando sentisse vontade, o que facilitava muito a minha vida, pois uma calcinha era bem mais fácil de esconder.
*     *    *
No meu caminho de casa para a escola passava todo dia diante de uma loja de lingerie. Ao me aproximar da loja diminuía o passo para dar uma olhada disfarçada na vitrine, não tinha coragem de parar para admirar. Havia um conjuntinho de calcinha e sutiã que eu simplesmente amava, cor laranja, de Lycra, com partes em renda, a calcinha fio-dental e o sutiã meia-taça com aro. Morria de vontade de ter um conjuntinho daqueles! Mas imagina se eu teria coragem de entrar na loja para comprar. Nunca! Só podia olhar e me imaginar vestindo aquilo.



Um dia passando diante da loja junto com Sidney não resisti e disse para ele:
- Olha aquele conjuntinho laranja. Não é lindo?
- É, muito legal – respondeu.
- Como eu gostaria de ter um daqueles – falei.
- Por que não compra? – perguntou Sidney, sem se dar conta do problema.
- Ah, não tenho coragem! – respondi.
- Vamos lá agora mesmo! – disse Sidney pegando-me pelo braço.
- Não, Sidney! – fiz eu resistindo.
Mas não houve jeito, ele praticamente me arrastou para dentro da loja de lingerie. De repente me vi no paraíso. Todas aquelas coisas lindas: calcinhas, sutiãs, meias, espartilhos, bodies, cintas-ligas, camisolas transparentes, tudo ali a minha volta, ao alcance da mão.
- Nós queríamos ver aquele conjunto laranja que está na vitrine – disse Sidney para a vendedora. – É um presente.
- Pois não – respondeu a vendedora indiferente.
Eu estava com tanto medo que minhas pernas tremiam.
- É um artigo de primeira qualidade. E está em promoção – disse a vendedora estendendo o conjuntinho sobre o balcão. – Podem examinar.
O Sidney pegou a calcinha, examinou, depois passou para mim.
- Você acha que ela vai gostar? – perguntou-me Sidney segurando o sutiã.
- Ééé... – respondi embaraçado com a calcinha nas mãos. – Acho que sim...
- Vamos levar? – ele me perguntou.
- É, vamos... – respondi.
- Qual o tamanho: P, M ou G? – interrogou a vendedora.
- O que você acha, Marcelo? Qual o tamanho da Lucia? – perguntou-me Sidney.
- Acho que M vai ficar bom... – respondi embaraçado.
- Vamos levar o M. Embrulhe para presente, por favor. – disse Sidney para a vendedora.
Nem acreditei quando saímos da loja, eu com a alça do pacotinho dourado na mão. Respirei aliviado como se tivesse escapado de um grande perigo. Parecia um sonho o que tinha acontecido.
- Vamos para minha casa? – sugeriu Sidney – Quero ver como fica em você?
Não era dia de estudarmos nem nada, mas fomos direto para a casa do Sidney. Subimos e nos trancamos no quarto, como fazíamos de costume, para que ninguém atrapalhasse nossos estudos.
- Espera aí que eu vou vestir – disse para o Sidney e corri para o banheiro, fechando a porta atrás de mim.
Quando me vi no espelho do banheiro não acreditei. O conjuntinho ficou lindo em mim, do tamanho certo e bem justinho, o que é melhor. Passei na boca um batom que por coincidência tinha deixado na mochila e fui ao encontro do Sidney. Ele já estava na cama, só de cueca, com o pau duro. Abriu um sorriso ao me sair do banheiro.
- Que linda você ficou, Lucia! – exclamou.
- Obrigada! Adorei o presente – respondi. E comecei a desfilar, indo e vindo até o espelho do guarda-roupa, rebolando, dando voltinhas com um sorriso insinuante. De repente Sidney fez um gesto para mim.
- Agora vem cá, Lucia. – disse levantando-se da cama.
Nós nos aproximamos. Então ele me abraçou com força e me beijou na boca. Era a primeira vez que ele me beijava. Nossas línguas se tocaram, a dele dentro da minha boca.
- Vamos para a cama – pediu Sidney.
- Já? Como você é apressado! – fiz eu charmosa, mas cedi. – Está bem...  
Eu fui para cama e me deitei de bruços, arrebitando o bumbum. Sidney lubrificou o pau e logo estava sobre mim. O safadinho nem tirou minha tanguinha, só a colocou de lado. Seu pênis quente logo avançou pelas minhas nádegas a caminho do meu cu e pouco depois já estava me penetrando.
- Põe, amor! Põe mesmo – exclamei.
- Hoje eu vou te enrabar, safadinha – ele disse.
- Ai, me enraba! Me enraba mesmo!
Ficamos muito tempo metendo, ambos cheios de tesão com o conjuntinho novo. Foi uma das transas mais gostosas que tivemos.
Depois dessa vez, visitamos outras lojas de lingerie, sempre para comprar presentes para nossa amiga Lucia. Compramos também muitas coisas pela Internet. Agora as duas gavetas do trancadas à chave do quarto do Sidney estavam repletas de coisas lindas: vários conjuntos de calcinha e sutiã, dezenas de calcinhas avulsas, bodies, espartilhos, meias, cintas-ligas, camisolas transparentes. Os espartilhos viraram a minha paixão, e do Sidney também. Eu tinha três: um branco, um vermelho e um preto, com meias 7/8 e tanga fio-dental. Eu preferia usar os espartilhos com tangas de lacinhos nos lados, para poder tirá-las sem precisar desprender as ligas, ficando somente com as meias e o espartilho e deixando a bunda livre para ser penetrada.



Nossas transas foram ficando cada vez mais elaboradas. Nós nos beijávamos muito antes de irmos para a cama. Eu, é claro, sempre vestida de mulher. Às vezes, colocávamos uma música romântica e dançávamos abraçados, bem lentamente. Adorava nesses momentos sentir as mãos do Sidney passeando por meu corpo todo, principalmente quando chegavam na minha bunda. Às vezes eu me punha de joelhos e chupava o pau do Sidney, e chupava tão bem ele acabava gozando na minha boca, sem ter tempo de me levar para a cama. Transávamos sempre na mesma posição, eu deitada de bruços e ele por cima de mim. Até tentamos outras posições, aquela em que eu ficava de quatro ou aquela chamada “frango assado”, mas todas elas eram desconfortáveis, e acabamos voltando para a tradicional o menino com menino. Adorava os braços do Sidney me apertando, os lábios e a respiração dele na minha nunca enquanto me penetrava. Eu realmente me sentia uma mulher sendo possuída...


Nosso namoro incluía também saídas. Sidney e eu íamos a lanchonetes, ao Shopping Center, ao cinema. Ele pagava tudo para mim, o que era ótimo porque a minha mesada era uma merreca. Também nada mais natural, afinal ele era rico e eu pobre, depois ele era o garoto e eu a garota. No escuro do cinema, trocávamos carícias discretas. Eu alisava o pau dele por cima da calça, enquanto ele enfiava a mão por trás da minha calça, alcançando minha tanguinha, e acariciava minha bunda. Sempre que saíamos juntos eu usava lingerie por baixo das roupas para me sentir mais feminina.
Mas o melhor estava por vir. A empregada da casa do Sidney começou um tratamento médico – nada muito sério, mas ela tinha de sair mais cedo duas vezes por semana. Naqueles dias Sidney e eu ficávamos com a casa toda para a gente. Já tinha dado uns mergulhos na piscina dele, mas usando uma sunga, agora ia finalmente poder vestir meu biquíni amarelo. Como o muro da casa era alto, ninguém poderia nos ver. Nos divertimos à beça na piscina, nadamos, brincamos, depois eu me deitei para me bronzear um pouco, principalmente o bumbum. Sidney prontamente se ofereceu para passar óleo em mim. Senti as mãos dele passeando por meu corpo todo, costas, braços, pernas, coxas, bunda... Ele se deteve quando chegou na minha bunda e depois de massageá-la um pouco começou a tirar minha calcinha.
- Não, Sidney! O que você está fazendo? – disse eu.
- Você está um tesão com esse biquíni. Vamos transar. – ele respondeu.
- Mas eu quero me bronzear - protestei.
- Rapidinho. Depois você toma sol.
Não houve jeito, ele terminou de tirar minha calcinha e pouco depois já estava em cima de mim com o pau duro forçando a entrada no meu cu. Foi tão gostoso transar assim ao ar livre que resolvemos fazer outras vezes. Compramos pela internet mais três biquínis, um mais lindo que o outro, todos fio-dental. Não precisa dizer que fui comida várias vezes com cada um deles. E no final das contas ainda consegui ficar bem bronzeada e com aquelas lindas marquinhas de biquíni no meu corpo.

*      *      *
Nosso namoro continuou firme, eu cada vez mais apaixonada. Comecei a imaginar como seria tão bom se eu tivesse nascido mulher. Iria poder usar roupas femininas o dia todo sem ter de me esconder. Sidney e eu poderíamos namorar de verdade, andaríamos de mãos dadas ou abraçados pela rua, daríamos uns beijos em público. Sidney também teria mais opções: além do meu cu o poderia também comer a minha xoxota. Mas eu infelizmente havia nascido homem, não havia nada a fazer.
Uma vez falei com Sidney sobre do meu desejo de ser mulher. Ele me disse que tinha visto na internet sites sobre transexuais, pessoas que nascem de um sexo e mudam para outro. Pesquisamos no computador, lemos depoimentos, vimos muitas fotos. Nosso interesse se concentrou nos homens e faziam a transição para mulher. Algumas ficavam realmente lindas, mulheres perfeitas. Também encontramos indicações de remédios que as transexuais tomavam para ficarem mais femininas, com fotos mostrando o antes e o depois. Interessei-me pelos remédios. Conseguimos comprar alguns com uma receita falsa e comecei a tomar. No primeiro mês não senti efeito nenhum, depois meu corpo começou a se transformar. Não era nada muito radical, a pele ficou mais macia, as formas mais arredondadas e dois lindos seios começaram a nascer. Tive medo que os seios crescerem muito e eu não pudesse esconder. Mas não, os peitinhos não aumentaram muito mais, ficaram como os de uma menina que acabara de entrar na puberdade e, desde que eu não usasse camisetas muito justas, ninguém conseguiria perceber. Sidney adorava chupar meus peitinhos.



Vimos também os casos das transexuais que fazem operação de mudança de sexo. Sidney me perguntou se eu teria coragem. Hesitei. Apesar do meu pênis atrapalhar a minha feminilidade, não podia negar que era com ele que eu obtinha o meu prazer. Sempre que Sidney comia a minha bunda, eu me masturbava pela frente e gozava deliciosamente. Sem o pênis como ia ser? E era uma operação irreversível. Melhor ficar daquele jeito mesmo, só tomando os remédios para ficam mais feminina. Sidney concordou, disse que gostava de mim do jeito que eu estava. Ele era um docinho, não acham?
*      *      *
Um dia Sidney, meio sem jeito, chegou para mim e disse que tinha conhecido uma garota, que ia namorar ela e que não poderia mais me ver. Assim, de repente! Foi o maior choque da minha vida, pois eu estava totalmente apaixonada por ele.
- Mas como você pode fazer isso depois de tudo que vivemos juntos – disse eu abalada.
- Eu sei, Lucia, você foi muito importante para mim. Nunca vou te esquecer. Mas eu queria namorar uma mulher de verdade. Compreende?
O pior era que eu o compreendia. Realmente mulher é outra coisa, eu mesmo queria ter nascido mulher. Não valia a pena se descabelar, implorar para que ele não me deixasse. Se ele não me queria mais, não havia nada a fazer. Só consegui chorar...
A menina por quem o Sidney tinha me trocado chamava-se Camila e era realmente linda. Não senti ódio, mas inveja quando a vi. Ela tinha quadris, cintura fina, bumbum empinado, coxas, seios, lábios carnudos, longos cabelos sedosos, voz feminina e, mais que tudo, tinha uma xoxota. Por mais que eu me esforçasse, nunca seria como ela, nunca passaria de uma imitação medíocre de mulher. Meu único consolo é que tinha ouvido dizer que alguns homens sentem uma atração irresistível pelas crossdressers e transexuais, uma atração tão forte que nenhuma mulher de verdade consegue satisfazer. Quem sabe o Sidney não fosse um desses? Era esperar para ver.
Nosso rompimento gerou um problema prático: o que fazer com aquelas roupinhas maravilhosas que enchiam duas gavetas no quarto do Sidney? Jogar fora nem pensar, eram coisas preciosas para mim. Apesar dos riscos, resolvi levar tudo para minha casa. Sidney me deu uma mala onde eu apertei o máximo de coisas que podia, e coube quase tudo. Cheguei em casa com a mala e disse para os meus pais que uma amiga tinha viajado e me pedido para guardar aquela mala por um tempo. Disse também que a mala estava trancada e eu não tinha as chaves. Assim a mala foi parar em cima de um guarda-roupa e ninguém mais prestou atenção nela, a não ser eu mesmo que, quando ficava sozinho em casa, a abria e escolhia alguma coisa para vestir. Comprei um pênis de silicone, bem realístico, do tamanho do pau do Sidney, e me satisfazia sozinho quando podia.
No semestre seguinte não vi mais o Sidney. Soube que ele tinha pedido transferência para outra escola, com certeza para não se encontrar mais comigo. Talvez tenha sido melhor assim: cada um para seu lado. Chorei, sofri muito, mas acho que superei. Quer dizer, às vezes ainda sinto uma fisgada quando me lembro do Sidney e das coisas que fizemos juntos. Mas eu tinha que seguir com minha vida, eu era daquele jeito, um homem que gostava de se sentir mulher, que só ficava completo quando me vestia com roupas femininas e era penetrado por outro homem. Dificilmente minha natureza iria mudar daqui para frente. Talvez por isso resolvi continuar tomando aqueles remédios para deixar meu corpo mais feminino e também continuei firme com meus exercícios de bumbum e abdominais. Aquele caminho que eu havia tomado não permitia retorno. Quem sabe o que o futuro traria? Comecei a sonhar com a possibilidade de encontrar novos príncipes encantados como Sidney.


F I M

São Paulo, 30/06/2017
P.S.: não é minha opinião que todas as crossdressers devam evoluir para transexuais, muito pelo contrário, e se isso acontece nesse conto foi com a intenção de tornar a história mais interessante e possibilitar desenvolvimentos futuros.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016