sexta-feira, 18 de maio de 2018

Mais algumas traduções de cartoons recentes que fiz:










Desenho do cartunista espanhol Fidel Enrich



terça-feira, 17 de abril de 2018




COISAS DE MENINA


Conto erótico hétero-anal.
Lucia Millet

As meninas da escola achavam o Gabriel uma gracinha, apesar de ele ser meio tímido. Quase não acreditei quando ele começou a dar em cima de mim: parecia que eu tinha acertado na loteria. Claro, não deixei a chance passar, e começamos a namorar. A gente estudava na mesma escola só em classes diferentes, nos encontrávamos na entrada, ficávamos juntos no intervalo e íamos embora abraçados. Ouvi algumas meninas comentarem quando me viram passar de mãos dadas com o Gabriel: “não sei o que ele viu nela; só tem bunda”. Despeitadas! Eu sabia que várias delas estavam a fim do Gabriel, ficaram morrendo de inveja quando começamos a namorar.
Na escola havia meninas mais bonitas do que eu e que davam bola para o Gabriel. Eu até que não era de todo feia, em compensação tinha um corpo lindo: seios pequenos, cintura fina e bumbum bem empinado. Sem dúvida eu tinha a melhor bunda da escola! E a gente tem de valorizar o que tem, né? Eu só usava calças bem justas, enfiadas no rego e com calcinhas cavadas tipo fio-dental, e quando a calça era mais fina dava para ver a marca da calcinha por baixo. Pelo jeito a coisa funcionou: o Gabriel ficou ligado em mim.
Adorava minha bunda. Em casa costumava me olhar no espelho de costas, pelada, de fio-dental ou com um de shortinho bem enfiado no rego. Sentia um certo prazer quando os meninos se viravam ao me ver passar só para me ver de costas. Acho que toda aquela atenção me deixou com pouco de fogo no rabo. Quando me masturbava, muitas vezes enfiava o dedo ou algum objeto cilíndrico no cu para sentir a sensação de ser penetrada. Apesar disso nunca tinha feito sexo, nem atrás nem na frente, nem mesmo tinha chupado um pau.
Estava com quinze para dezesseis anos, tinha tido alguns namorinhos, tipo ficar, coisas rápidas como dar uns amassos em algum fim festa, nada sério, Gabriel foi meu primeiro namorado. Logo demos nossos primeiros amassos (Gabriel não sabia beijar de língua, aprendeu comigo). Um dia, enquanto nos beijávamos, ele sem querer passou a mão na minha bunda.
– Desculpe, foi sem querer – disse ele.
Outros meninos já tinham colocado a mão-boba na minha bunda quando me beijavam. Eu não gostava, tirava a mão deles dali, ficava brava. Sei lá, eu era uma garota, não era só um bunda. Mas com o Gabriel a coisa era diferente, estávamos namorando.
– Não tem importância – respondi. Depois perguntei – Você gosta de mim?
– Gosto, é claro – ele respondeu.
– Eu também gosto de você – disse, depois prossegui – Eu tenho uma puta bunda, não tenho?
– É, tem – respondeu ele rindo.
– Pode passar a mão nela, eu não ligo – disse.
Gabriel hesitou, ele era tímido, ficou sem saber o que fazer.
– Vamos, pode passar a mão nela – eu insisti. E como ele ainda hesitasse, peguei as duas mãos dele e coloquei na minha bunda.
Finalmente ele começou a deslizar as mãos pelas minhas nádegas, entrando no meu rego, sentindo o volume.
– Está vendo, é só uma bunda – disse – Pode passar a mão nela quanto quiser. Só não deixa ninguém ver, tá?
E voltamos a nos beijar, agora as duas mãos do Gabriel passeando livremente pelo eu traseiro, subindo e descendo. Era gostoso sentir as mãos dele ali enquanto nossos lábios e línguas se tocavam. Percebi que o pau dele tinha ficado bem duro, e eu também fiquei com o buceta molhada de tesão.
O cinema era ótimo para a gente se beijar e fazer umas sacanagens. Numa das vezes que fomos ao cinema ao invés das minhas calças justinhas resolvi colocar uma minissaia, que também ficavam ótimas em mim. Vesti uma calcinha fio-dental por baixo, sem meia-calça nem nada. Nem prestamos muita atenção ao filme, assim que as luzes se apagaram, começamos a nos beijar e a nos apalpar. Como eu já tinha dito que o Gabriel podia passar a mão na minha bunda quanto quisesse, ele logo enfiou a mão por baixo da minha saía e começou a acariciar minha bunda, agora diretamente na pele. A mão dele chegou na minha calcinha.
– Você está de fio-dental? – ele perguntou sussurrando.
– Claro. Adoro usar fio-dental – respondi no ouvido dele.
Demos mais amassos. As mãos dele sempre na minha bunda, mexendo na minha calcinha. Pus a mão no colo do Gabriel e pude sentir o pau dele, duro como uma estaca; novamente fiquei molhada de tesão. Talvez pelo Gabriel ser meio tímido, sentia um certo prazer em provocá-lo com minhas pequenas sacanagens. Ele hesitava um pouco no começo, mas rapidamente entrava no clima.
Um dia levei o Gabriel na minha casa. Ele já tinha ido lá antes para conhecer meus pais e meu irmão mais novo, mas desta vez eu sabia que não ia ter ninguém em casa e que íamos poder ficar sozinhos. Logo começamos os amassos no sofá da sala. Eu estava com um legging preto enfiado no rabo, com tanga fio-dental por baixo, e uma blusinha de alças. As mãos do Gabriel como de costume foram para minha bunda. Nos beijamos com mais intensidade, nos esfregando um no outro, nos apalpando. Coloquei a mão novamente pelo colo do Gabriel e a deixei por lá, para sentir o pau dele,
– Ai, Gabriel, seu pau está tão duro – disse.
– Também do jeito que você é tão gostosa, Lúcia. Eu morro de tesão! – ele respondeu.
– Estou com uma calcinha fio-dental linda, quer ver? – perguntei. Na verdade estava louca de vontade de mostrar a minha bunda para ele.
– Quero – disse ele interessado.
Levantamos do sofá.
– Fica de joelhos – ordenei e ele obedeceu.
Vivei de costas para ele e abaixei o legging até os joelhos, deixando minha bunda só de fio-dental bem diante do rosto dele.
– Nossa! Que bunda você tem, Lúcia! – disse ele enquanto passava a mão pelas minhas nádegas.
– Está vendo, Gabriel, como você é sortudo! – disse – Posso não se bonita como a Patrícia, a Fernanda, a Mariana... mas nenhuma delas tem uma bunda como a minha.
– Isso é verdade – respondeu o Gabriel rindo.
– Beija minha bunda – pedi. Não sei por quê tinha fetiche, que alguém beijasse e acariciasse a minha bunda.
O Gabriel logo encheu minhas nádegas de beijos, esfregando o rosto e o nariz nelas, abrindo meu rego com as mãos. Podia sentir a respiração dele ofegante no meu traseiro. Resolvi ousar um pouco mais.
– Ah, está muito calor aqui. Olha. fica só de cueca, que eu fico de calcinha e sutiã. Topa? – perguntei.
– Claro – ele respondeu animado.
Em pé, um de frente para o outro, voltamos a nos beijar, a nos esfregar e a nos apalpar, os corpos suados, agora separados por muito pouco tecido. O pau do Gabriel estava tão duro dentro da cueca que parecia que ia furar minha barriga. As mãos dele passeavam livremente pela minha bunda, mexiam na minha calcinha. Ficamos os dois totalmente loucos de tesão.
– Vamos transar – sugeriu Gabriel.
– Não, Gabriel, eu sou virgem e posso ficar grávida – respondi.
– Deixa eu por só na sua bunda – sugeriu ele.
Senti um frio na barriga: fazer aquelas sacanagens, tudo bem, mas dar a bunda era diferente, não era um dedo. mas um pau de verdade que ia entrar no meu cu. Também sentia a necessidade de fazer alguma coisa para satisfazer meu tesão. mas não sabia bem o quê. Dar a bunda, quem sabe? Tinha ouvido falar que na escola algumas meninas que davam a bunda para os namorados para poder transar e continuar virgens e também para não engravidar. Bom, se elas faziam, eu também podia fazer. E olhe que nenhuma delas tinha uma bunda como a minha!
– Ah, não sei, Gabriel! Ouvi dizer que dói... – respondi.
– Deixa eu enfiar só a pontinha. Se doer, eu tiro – ele sugeriu.
Com o tesão que estava sentindo, não tive forças para dizer não.
– Está bem. Mas vê lá, hein? Eu nunca fiz isso, sabe? – disse.
– Eu também não – ele confessou.
– Deixa eu ver o seu pau – pedi.
Gabriel tirou o pau para fora da cueca. Olhei, mas não tive coragem de pegar. Era do tamanho que eu calculei ao apalpar por cima da calça, nada de assustador, de qualquer modo ia ser o maior objeto a entrar no meu cu.
– Vamos para o meu quarto então – sugeri.
Tirei a calcinha e o sutiã antes de me deitar de bruços na cama, tomando cuidado para que o Gabriel não visse minha buceta. Não sei por que, sentia vergonha mostrar minha buceta, a bunda não, a bunda eu adorava mostrar. Gabriel nu se deitou em cima de mim. Um arrepio percorreu meu corpo quando senti o pau dele, quente e duro tocando minha bunda, depois entrando no meu rego, procurando pelo o meu cu. Mas apesar da força que ele fez, não conseguiu me penetrar.
– Acho que precisa lubrificar – disse ele, que tinha lubrificado o pau apenas com saliva.
– Tem um creme aí – apontei ainda de bruços.
Com o creme se mostrou perfeito. Ele passou no pau e também um pouco no meu cu, E então se deitou em cima de mim de novo. Agora o pau dele deslizou livre entre minhas nádegas e então começou a entrar no meu cu.
– Ai, está doendo – exclamei – Tira.
O Gabriel meio decepcionado tirou o pau de dentro de mim.
– Espera um pouco – disse eu enquanto me recuperava da dor. Depois disse – Põe de novo. Devagar.
Gabriel novamente começou a penetrar meu cu.
– Ai, não! Tira de novo – pedi.
Gabriel novamente tirou o pau do meu cu. Respirei aliviada.
– Espera um pouco – disse novamente. Não desisti, afinal agora que estávamos ali era melhor ir até o fim. Pedi – Põe de novo.
Gabriel começou a me penetrar novamente, bem lentamente. Ainda doía, mas agora era uma dor suportável.
– Pode deixar ele ficar agora – disse.
– Posso enfiar mais? – ele perguntou.
– Pode – respondi – mas devagar.
Ele enfiou mais uma parte do pau no meu cu e depois começou a ir e vir dentro de mim. No começo foi meio desagradável, mas logo comecei a gostar daquele vai-e-vem. Levei uma das mãos até minha buceta para me masturbar enquanto o Gabriel me bombava por trás. Finalmente eu estava sendo comida, tinha um pau dentro de mim.
– Me fode, me fode mesmo para eu deixar de ser vagabunda – disse eu enquanto ele me comia.
– Eu vou apagar esse fogo que você tem no rabo – retrucou o Gabriel.
– Apaga mesmo! Me fode. Me fode bem – disse entre gemidos.
– Gostosa! Rabuda! – ele exclamou ofegante.
Os movimentos do Gabriel ficaram cada vez mais rápidos e os movimentos meus dedos na buceta também. Enfim gozamos, eu e ele quase ao mesmo tempo. Depois ficamos os dois parados, ofegantes, eu embaixo e ele deitado em cima de mim.
– Tira, Gabriel – pedi. Já que a gente tinha terminado não havia motivo para que ele continuasse com o pau no meu cu. Ele tirou e se deitou ao meu lado na cama de barriga para cima. Levantei-me e vesti uma camiseta cumprida, quase um vestidinho.
– É melhor você ir embora – disse a ele. – Já está na hora dos meus pais voltarem.
Enquanto tomava banho pensava em tudo o que havia acontecido. Meu cu ardia um pouco, nada de muito desagradável, uma lembrança de que o Gabriel tinha me comido. Pela primeira vez na vida sentia-me completamente satisfeita, muito mais do que me sentia depois de me masturbar... Realmente o Gabriel tinha apagado o fogo do meu rabo. Estava fudida... e bem fudida...

*         *         *



– Não foi de todo ruim, mas não sei se quero fazer aquilo de novo – foi o que disse quando encontrei com o Gabriel no dia seguinte na escola. – Meu rabo ficou ardendo o resto do dia – completei.
– Meu pau também ficou ardendo – disse o Gabriel.
– Está vendo, é melhor não fazermos mais – eu disse.
– Eu adorei comer a sua bunda, Lúcia. Foi demais! – respondeu Gabriel sorrindo.
Não tínhamos muitas chances de ficarmos sozinhos, somente quando saiam todos na minha casa, ou na casa do Gabriel. Fora isso não havia outro lugar onde a gente pudesse transar. Demorou umas três semanas até surgir uma nova oportunidade, agora na casa do Gabriel. De novo começamos os amasso, depois nos despimos, ele só de cueca e eu de sutiã e calcinha, fio-dental, é claro. Continuamos com os amassos e a apalpações, as mãos do Gabriel na minha bunda.
– Olha, Gabriel, vamos só ficar assim fazendo sacanagem. Mas sem enfiar o pau, tá? – pedi a ele.
– Tudo bem, se você não quer – ele respondeu meio decepcionado.
– Você quer que eu chupe seu pau? – perguntei. Sentia que era minha obrigação enquanto menina fazer aquilo.
– Quero – respondeu ele mais animado.
Nunca tinha chupado um pau, procurei fazer o melhor que podia e o Gabriel pareceu estar gostando bastante, mas não gozou. Voltamos a nos beijar e a nos esfregar, os dois loucos de tesão.
– Beija minha bunda – pedi. Eu adorava que Gabriel ficasse de joelhos atrás de mim, lambendo e beijando minha bunda.
– Que rabo você tem, Lucia! – disse ele já de joelhos atrás de mim.
Depois ele abaixou minha calcinha e continuou lambendo e beijando a minha bunda. De repente senti a língua do Gabriel no meu cu.
– O que você está fazendo, Gabriel? – disse surpresa.
– Deixa, você vai gostar – ele disse e continuou passando a língua no meu cu.
Ainda bem que eu estou com o cu bem limpinho, foi a única coisa que consegui pensar. Era delicioso sentir a língua dele naquele lugar, molhada e quente, me lambendo, me acariciando.
– Ai, Gabriel, você me mata de tesão! – exclamei.
– Lucia, deixa eu comer sua bunda de novo – ele pediu.
– Ah, Gabriel, a gente tinha combinado de que não – respondi.
– Ah, Lúcia, deixa de ser fresca! Você fica esfregando essa sua bunda em mim e depois não quer dar! – disse ele ainda com a cara na minha bunda.
– Está bom, amorzinho, eu dou – respondi. Realmente não era justo fazer aquilo e depois não dar a bunda – Mas põe devagar, tá? – pedi.
Fomos para o quarto dele. De novo fiquei de bruços na cama, Gabriel em cima de mim, e o pau dele passando pela minha bunda, procurando meu cu. Arrebitei a bunda para facilitar a penetração. Ele foi bem carinhoso comigo, como da primeira vez, enfiando o pau aos poucos. Dessa vez tudo correu mais fácil e foi bem mais gostoso.
– Eu vou ser boazinha agora – disse enquanto Gabriel me fudia – Vou dar a bunda sempre que você pedir, amorzinho.
– Rabuda! Gostosa! Toma! – foi só o que ele respondeu
– Ai, amorzinho! Põe! Põe tudo! – pedi – Me fode! Me fode mesmo!
No ônibus, enquanto voltava para casa com meu cu novamente ardendo, e sentindo-me outra vez totalmente satisfeita, pensava comigo que pelo jeito eu ia dar bastante a bunda para o Gabriel. Até que não era tão ruim assim, no final estava bem gostoso! Também com uma bunda dessas que eu tenho era até um desperdício não dar o cu, usar ele só para fazer coco. E não era um pau qualquer que entrava no meu cu, era o pau do Gabriel, o menino que eu amava. Podia não ser no lugar certo, mas um jeito de fazer sexo e satisfazer o tesão. E funcionava muito bem!
Uma vez tinha ouvido contar na escola uma história uma menina que ofereceu a bunda para o namorado, mas ele não quis, exigiu que ela desse a buceta. Pelo jeito não ia ter esse tipo de problema com o Gabriel, ele parecia estar feliz da vida com a minha bunda, não ligava muito para minha buceta.
– Que rabo você tem, Lucia! Que rabo! – ele vivia repetindo.
Mas eram raras as chances que tínhamos de ficar sozinhos e transar. Às vezes a gente passava um mês todo sem fazer nada, outros meses dávamos sorte e transávamos duas ou até três vezes. Comecei a gostar cada vez mais de dar a bunda e sentia tesão no rabo quando a gente muito tempo sem transar.

*           *              *


 Um acontecimento inesquecível foi a festa de final do ano escola. Escolheram fazer a comemoração num sítio distante da cidade, com churrasco, piscina, rapel, campo de futebol, um monte de coisas. Fiquei mais interessada na piscina, para mostrar o meu corpinho. Mas tinha um problema, eu não possuía um biquíni fio-dental. Minha mãe e meu pai não me deixavam usar fio-dental na praia, diziam escandaloso, vulgar. Eu morria de vontade de desfilar pela praia num biquíni daqueles para mostrar minha bela bunda, mas não podia. Felizmente havia minha prima Dirce. que só usava fio-dental na praia, resolvi pedir emprestado um biquíni dela. A Dirce acabou me dando um biquíni que ela não usava mais porque tinha ficado muito apertado. Ele era lindo, marrom claro, com a calcinha fechada dos lados, mas bem cavada, fio-dental mesmo, com o top cortininha bem pequeno. Experimentei ali mesmo na casa dela.
– Ficou perfeito no seu corpo, Lucia – disse a Dirce, e completou – Ah, queria ter uma bunda como essa sua, menina!
– Obrigada – respondi olhando-me no espelho.
No dia da festa no sítio, assim que tirei a canga e dei uma volta em torno da piscina com meu biquíni, todos os olhos se voltaram para mim, ou melhor, para a minha bunda, tanto os dos meninos quanto os das meninas. Já tinha aproveitado uns dias antes para tomar sol no terraço de casa, pegar uma corzinha e deixar as marquinhas do biquíni no meu corpo, O Gabriel ficou meio sem-jeito quando me viu assim de fio-dental diante de todo mundo, acho que sentiu um pouco de ciúme.
– Você está adorando mostrar a bunda para todo mundo, né? – disse o Gabriel para mim.
– Ah, Gabriel, não esquenta! Tem outras meninas de fio-dental – respondi.
– Mas nenhuma com essa bunda que você tem – ele disse.
– Está vendo como você tem sorte. E eu sou todinha sua – respondi. O Gabriel sorriu e nos beijamos. Se não estivessem todos olhando, na certa ele ia passar a mão na minha bunda.
Depois do churrasco iria ter um jogo de futebol entre as duas classes. Muitos casais ao invés de assistir ao jogo se espalharam pelo sítio onde havia muitos lugares isolados para dar uns amassos ou fazer alguma coisa mais. Foi o que Gabriel e eu fizemos. Acho que depois de me ver desfilar de fio-dental na frente de todo mundo ele estava louco para me enrabar. Não posso negar também que me exibir daquele jeito me deixou com vontade de dar a bunda. Encontramos um lugar vazio atrás de uma moita. Pela a primeira vez íamos transar em um lugar aberto. Fiquei com medo de que aparecesse alguém e nos pegasse no ato, mas a vontade de transar era mais forte. Estendi a canga no chão e me deitei de bruços sobre a grama, sem tirar o biquíni. Foi o Gabriel que tirou minha calcinha.
– Você está com as marquinhas do biquíni. Que tesão! – disse ele. Depois ele foi com as mãos para desamarrar meu top.
– Ah, Gabriel, melhor não tirar isso. Se aparecer alguém fica mais fácil de me vestir – expliquei.
Gabriel concordou, na verdade o que ele queria mesmo era a minha bunda. Logo ele estava beijando e lambendo o meu traseiro.
– Que rabo você tem, Lúcia! Que rabo! – disse ele com a cara enfiada entre minhas nádegas. Depois, com o pau já lubrificado começou a me penetrar lentamente e disse – Você gostou de mostrar a bunda para todo mundo, né?
– Adorei – respondi.
– Então agora toma no seu cuzinho para você aprender – ele falou enquanto o pau dele entrava cada vez mais dentro de mim.
– Põe, amorzinho! Me come, me come mesmo! Põe tudo – respondi.
Procuramos não fazer muito barulho enquanto transávamos, para não chamar a muito a atenção, mesmo assim acho que foi uma das transas mais gostosas que tivemos.
Voltamos para a piscina, onde se concentrava a maioria dos alunos e professores. Bebemos, conversamos, caímos novamente na piscina. Meu rabo ardia um pouco, mas eu já tinha me acostumado e até achava gostosa a sensação. Continuei dando voltas em torno da piscina, conversando com um e com outro, desfilando com meu biquíni fio-dental e sentindo todos aqueles olhares na minha bunda recém fudida. Se eu pudesse, arrastava o Gabriel para detrás da moita e dava a bunda de novo para ele.

*             *               *



Apesar de sentir prazer em dar a bunda, achava que faltava algo, tinha necessidade de fazer alguma coisa com a minha buceta, afinal, eu era uma menina, não era uma transexual nem uma bicha. Na próxima vez que ficamos sozinhos disse para o Gabriel que queria fazer uma coisa diferente, um “meia- nove”, isto é, enquanto eu chupava o pau dele, ele chupava a minha buceta. Gabriel topou. Acho que foi a primeira vez que ele viu uma buceta de tão perto, hesitou um pouco no começo, mas depois colocou a boca nela com vontade. Quase morri de tesão quando senti a língua dele indo e vindo na minha buceta, mas não pude relaxar porque precisava chupar o pau dele ao mesmo tempo. Ficamos bastante tempo assim, um com a boca no sexo do outro, chupando e sendo chupado ao mesmo tempo. O gozo foi delicioso, Gabriel esporrou na minha boca e eu quase vi estrelas de tanto prazer.
Descansamos os dois um bom tempo, abraçados e nus na cama. De repente Gabriel disse para mim:
– Deixa eu comer sua buceta?
– Ah, não Gabriel! Eu posso ficar grávida – respondi lembrando-me de um caso de gravidez precoce na escola – Só se usar camisinha.
– Acho que eu tenho na mochila – ele respondeu.
Eu já tinha quinze para dezesseis anos, estava na hora de deixar de ser virgem. Algumas meninas perdiam a virgindade bem antes disso, até com treze anos. Além disso, eu não era mais exatamente uma virgem, já tinha dado bastante a bunda, nada mais natural que desse a buceta também.
– Achei – disse Gabriel voltando com uma tira cheia de camisinhas.
– Está bem, então vamos – respondi.
Estava tão acostumada a fazer sexo de costas para o Gabriel que achei estranho ficar frente a frente com ele. Abri as pernas o máximo que pude, e o pau dele logo começou a penetrar minha vagina. Doeu um pouco, mas bem menos do que na primeira vez que deu a bunda. E era diferente, mais normal, a gente podia se olhar e se beijar enquanto nossos sexos agiam como seres autônomos.  Cruzei as pernas por trás das costas do Gabriel, como que para prendendo-o junto a mim. Acho que foi a coisa mais gostosa que eu fiz na vida.
– Ah, Gabriel, foi tão gostoso! – disse quando terminamos.
– É, também gostei – disse ele sorrindo.
Ficamos novamente deitados lado a lado, os dois nus. Não sei quanto tempo se passou, estava tão relaxada que acho dormi um pouco. Acordei com o Gabriel me beijando. Retribui os beijos e as carícias, percebi que o pau dele estava duro novamente. Fiquei animada com a expectativa de ter um bis, estava bem a fim de dar a buceta de novo.
– Deixa eu pôr na sua bunda agora – pediu Gabriel.
– Ah, Gabriel, acabei de dar a buceta – disse eu.
– Mas eu gosto tanto dessa sua bundinha, Lúcia! – ele respondeu – Deixa eu pôr só um pouquinho nela
– Ah, está bem! Pode pôr – consenti.
Virei de bruços e empinei o bumbum. Logo o pênis dele lubrificado entrou no meu rego e começou a procurar o cu. Pouco depois já estava me penetrando, lentamente, com idas e vindas. E então começou aquele vai e vem dele dentro de mim. Como sempre, levei a mão na buceta para me masturbar enquanto ele me comia. Logo entrei no clima, me mexendo e gemendo junto com Gabriel.
- Ah, amor! Me come, me fode bem! – disse foi só o que eu consegui dizer.
Ali, sendo enrabada e gostando de ser enrabada, percebi que dar a buceta não significava que eu não ia mais levar no rabo. Simplesmente agora ao invés de um só buraco só eu ia ter dois para levar pica. Fiquei excitada com essa ideia. Gabriel agora me bombava com mais força, os movimentos cada vez mais rápidos, ouvia uma multidão de sons: o ruído de nossos corpos se chocando, as respirações ofegantes, os gemidos e freses curtas, até aquela explosão final. Gozei novamente: uma delícia!

FIM

São Paulo
15/04/2018

NOTA 1

Utilizei como ilustração deste conto algumas fotos da modelo cis Kari Sweet, que fez sucesso na internet no começo dos anos 2000, e que até não tinha tudo isso de bunda, mas que eu achava uma delícia.


NOTA 1

Dizem que a maioria das mulheres não curte muito sexo anal e que isso é mais uma fantasia de homens e de gays. Pode ser verdade, mas ouvi dizer que algumas mulheres gostam de sexo anal, e muito. Tive um amigo que me contou que quando ele era moleque a mãe dele proibia terminantemente que ele namorasse uma certa menina da vizinhança. Sabe por quê? Porque todo mundo sabia que ela gostava de dar a bunda. O interessante é que esse amigo depois de mais de quarenta anos ele encontrou com essa mesma menina de má fama. Ele disse para ela: “Eu não comi a sua bunda quando era moleque, agora vou comer depois de velho”. E ela deu risada. Nem sei que comeu mesmo...

quarta-feira, 21 de março de 2018

"A Excursão dos Idosos" (Geriatric Tours)

Mais um trabalho maravilhoso do cartunista espanhol Fidel Enrich. Tradução de Lucia Millet.


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A história está incompleta. Já achei a continuação, qualquer dia publico.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MICHELLE TRAVESTI

Conto de Lucia Millet


A travesti/trans americana Chanel Santini em foto antiga, antes das próteses de silicone. Eu preferiria que ela continuasse assim.

Dedico essa narrativa a uma travesti bonitinha
que morava num cortiço perto de casa
e que eu via passar da janela do meu apartamento.

Lucia Millet

Talvez eu seja feio ou desinteressante ou quem sabe as duas coisas, não sei. As mulheres nunca se interessaram muito por mim. Quer dizer, algumas até se interessaram, mas Deus me livre! Vivo sozinho, vou ser sempre sozinho, vou morrer sozinho. No final das contas não é tão ruim assim, pelo menos eu me dou bem comigo mesmo. Não tenho amigos, apenas conhecidos e colegas de trabalho. Meu salário me permite pagar o aluguel e o condomínio de uma minúscula quitinete nesse edifício decadente onde vivo cercado de garotas de programa, traficantes, viados e travestis. Pelo menos aqui tenho meu cantinho onde posso ficar sozinho, assistir televisão, guardar minhas coisas. Não me meto na vida de ninguém, ninguém se mete na minha. Vivo bem aqui.
Um dia estava chegando no em casa com as sacolas do supermercado na mão, parado diante da porta do apartamento tentando pegar as chaves do fundo do bolso, quando ela apareceu. Veio pela porta de incêndio que liga meu bloco ao outro bloco, onde há outras oito quitinetes.
– Por favor, me ajude, querem me matar! Estão vindo atrás de mim!
Eu podia ter dito que não, que ela sumisse daqui, que eu não queria me meter em confusão. Não sei por quê, terminei de destrancar a porta e deixei que ela entrasse. Cabe aqui uma explicação: ela não era realmente ela, quer dizer, ela era uma das travestis que moravam no mesmo andar, mas no outro bloco. Também não era uma total estranha para mim, já a conhecia de vista, tinha encontrado com ela várias vezes no saguão e no elevador (quando o elevador do nosso bloco estava quebrado, tínhamos que usar o elevador do outro bloco, e vice-versa). Também não posso negar que olhei para ela, e acho que ela percebeu que eu admirava suas formas, porque me deu um sorriso, e depois disso todas as vezes que encontrava comigo me lançava um olhar provocante. Das travestis que moravam no prédio era a única que eu achava bonita. Não era grandalhona como as outras, magra, sem seios, mas com um bumbum empinado, onde devia haver uma boa quantidade de silicone.
– Olha, a culpa não foi minha. Nós brigamos. Elas me atacaram. Eu só me defendi – disse a Michelle já dentro do meu apartamento.
Eu já ouvira as outras travestis a chamarem de Michelle, por isso sabia o nome dela, ou pelo menos o nome que ela usava.
– Senta aí um pouco – disse eu apontando o sofá que também servia de cama para mim – Fique calma.
Michelle se sentou. Assim sem maquiagem ela parecia menos feminina, mas ainda assim continuava bonita. Os volumosos cabelos pretos que iam até as costas (depois descobri serem em parte aplique) cobriram rosto dela quando abaixou a cabeça, e depois quando a ergueu novamente num movimento brusco, jogando os cabelos para trás, percebi que estava chorando.
– Elas morrem de inveja de mim porque eu ganho muito mais do que elas. Para mim não faltam clientes – e completou, depois de uma pausa. – Agora não sei o que vai ser.
Eu podia ter ficado calado, realmente sou de falar pouco, mas senti necessidade de dizer alguma coisa para preencher o silêncio.
– O que aconteceu? – perguntei.
Enquanto Michelle me contava a história eu observava coxas dela dentro do vestido de malha azul-clara, curtíssimo, um vestidinho velho, já meio desbotado, que devia ter conhecido dias melhores e que agora era usado apenas dentro de casa, mas que continuava sexy. Fiquei sabendo que tinha havido uma briga na quitinete que ela dividia com outras duas travestis, por dinheiro, por ponto de prostituição, por inveja, por um monte de coisas, e que Michelle para se defender das outras, que além de serem duas eram bem maiores, deu uma facada em uma das travestis, uma tal Jéssica. Pronto, aí estava eu com uma assassina dentro do meu apartamento. No desespero ela saiu só com a roupa do corpo, pensou em chamar o elevador, mas acabou vindo parar no outro bloco, onde deu comigo.
            – Calma! Vou ver o que aconteceu – disse assim que ela terminou de contar a história.


A bela travesti brasileira Bianca Freire numa foto do começo da carreira. Ela melhorou com o tempo.

Desci à portaria. Lá já se havia juntado uma pequena multidão de curiosos. Uma viatura de polícia chegou com a sirene ligada e parou na entrada, ainda com as luzes da capota piscando. Logo depois a porta do elevador se abriu e saíram duas travestis abraçadas. Uma delas, que devia ser a tal de Jéssica, com a roupa encharcada de sangue na altura do estômago. A outra travesti a amparava.
– Abram caminho, ela precisa de socorro urgente – gritou a travesti que conduzia Jéssica.
As duas passaram. O próprio carro da polícia levou a ferida para o hospital, porque a ambulância ia demorar muito. Pelo menos não foi tão grave, pensei, a outra travesti não morreu. Tive vontade de ficar ali um pouco mais para obter detalhes, mas tive receio medo que minha repentina curiosidade, partindo de alguém tão reservado como eu, despertasse suspeita. Voltei ao apartamento e dei a Michele a notícia de que a Jéssica não tinha morrido (pelo menos ainda não) e que a levaram para o hospital.
– Graças a Deus! – fez Michelle levando as mãos para o alto.
O vestido curtinho levantou-se com o movimento dos braços e pude ver que ela usava uma calcinha fio-dental preta por baixo. Apesar de tensão, não pude deixar de ficar excitado com aquela visão, mesmo que na parte frente o pênis de Michelle fizesse um certo volume.
– A polícia está lá em baixo. Chegaram mais viaturas. É melhor você ficar por aqui enquanto a coisa esfria – sugeri, pensando comigo que agora que ela já estava dentro do meu apartamento o melhor era que tudo se passasse sem despertar suspeitas, afinal eu era uma espécie de cúmplice.
– Obrigada – disse Michelle.
Havia um descompasso entre a imagem feminina de Michelle e sou voz rouca que, mesmo com a entonação efeminada, soava masculina. Toda a vez que ela falava eu me lembrava que ela não era uma mulher e sim um homem vestido de mulher.
– Vou ligar a televisão – disse com a intenção de distraí-la.
Não estava acostumado a receber visitas em casa, ninguém nunca me visitava, procurei ser o gentil possível.  O televisor acabou se mostrando uma excelente ideia, Michelle ficou imóvel diante do aparelho, absorvida pelas imagens que saiam da tela, sentada com as pernas bem juntas e as mãos no colo.
Fui para a cozinha, quer dizer, aquele corredorzinho da quitinete que chamavam de cozinha, onde cabiam apenas a pia e o fogão de duas bocas e alguns armários no alto (a geladeira tinha de ficar na sala). Eu não tinha o hábito de jantar, comia apenas um lanche à noite, mas agora que tinha visita resolvi cozinhar um arroz rápido, abri uma lata de salsichas ao molho. Quando voltei pra a sala com os dois pratos feitos e talheres para mim e para Michelle, o primeiro impulso dela foi recusar:
– Não, não precisa se incomodar – disse.
– Por favor, eu fiz para nós dois – fiz eu.
Não precisei insistir muito, ela pegou o prato e começou a comer, com os olhos pregados no televisor. Naquela hora passava a novela das sete, bem água-com-açucar, o que para mim era indiferente, porque eu odiava todas as novelas, das seis, das sete e das oito. Comemos em silêncio, apenas nos intervalos comerciais trocávamos algumas palavras.
– Não sei como posso agradecer – disse Michelle – Obrigado por me deixar ficar um pouco aqui. Mais tarde eu me mando, prometo. Não quero causar problemas para você.
– É melhor esperar a polícia ir embora – respondi, lembrando-me do meu envolvimento.
A novela terminou e começaram as primeiras imagens do noticiário, Michelle levantou-se e veio atrás de mim na cozinha onde eu pretendia lavar a louça.
– Pode deixar, eu lavo – disse ela aproximando-se de mim.
– Não precisa – respondi.
Mas ela tomou a frente, roçando em mim aquele corpo cheio de curvas e começou a lavar a louça.
– É o mínimo que eu posso fazer. Qual o seu nome? – perguntou.
– Gilberto.
– Sou Michelle.
– Eu sei, ouvi as outras travestis falando seu nome.
– Também me lembro de você. Já nos cruzamos umas vezes no prédio. Não é verdade? – disse ela sorrindo.
– É verdade – respondi embaraçado.
– Senti que você olhava para mim – disse insinuante.
– É, eu achei você bonitinha. Quer dizer, comparada com as outras travestis – respondi.
               – Obrigada pelo "bonitinha"! – disse ela sorrindo. – Vai assistir televisão, eu termino aqui e deixo a cozinha limpinha.


A travesti/trans brasileira, radicada em Londres, Letícia Crawford, em uma foto antiga, antes das próteses de silicone e da operação de mudança de sexo. Outra que melhorou com o tempo.


Voltei para frente do televisor. Realmente eu gostava de assistir aos noticiários, não sei porque tinha curiosidade pelas coisas que aconteciam pelo mundo, mesmo aquelas coisas de política, tudo me interessava. Michelle veio sentar-se ao meu lado assim que terminou de arrumar a cozinha, ainda cheirando detergente limão. Senti-me novamente excitado ao vê-la ao meu lado com aquele vestidinho curto desbotado, exibindo um par maravilhoso de coxas morenas.
– E você quer fazer alguma coisa comigo? – perguntou ao sentir meu olhar nas coxas dela.
– Não. Acho que não – respondi por timidez. Apesar de me sentir atraído por Michelle, sabia que ela era um homem e eu nunca tinha transado com um homem antes, e mesmo com mulheres fazia muito tempo que eu não transava.
– Você disse me acha bonita... bonitinha... – insinuou ela.
– É verdade. Mas eu não estou te ajudando com segundas intenções. Não quero aproveitar da situação para abusar de você – respondi.
Michelle se aproximou de mim e afagou meu braço. Deve ter percebido que meu pau estava duro.
– Eu não vou me importar se você abusar de mim – respondeu ela sensualmente – Eu até estou com vontade de ser abusada, sabe?
Fiquei parado, sem saber o que responder.
– Você quer que eu chupe seu pau? – ela me sugeriu – Eu sou muito boa nisso, sabe?
Fiz com a cabeça que sim. Michelle se debruçou sobre mim, abriu o zíper minha calça e colocou meu pênis em sua boca. Começou apenas acariciando com os lábios e a língua, depois conseguiu introduzi-lo totalmente, até a garganta. Não sei como ela fazia aquilo, sem dúvida era uma profissional. Ela variava as carícias, ora lambia, ora chupava, tirava meu pênis da boca para colocá-lo de novo até o fim, às vezes levantava os olhos para mim sensualmente. Acho que vi estrelas de tanto prazer!  Acabei gozando na boca dela, o que não pareceu incomodá-la nem um pouco.
 Michelle voltou do banheiro e sentou-se novamente ao meu lado. Nessa hora terminava o noticiário e começava a novela das oito.
– Você gostou? – ela me perguntou.
– Gostei – respondi timidamente.
– Se quiser mais é só pedir. Hoje eu sou sua – disse insinuante.
– Obrigado.
– Sabe, por aí eu cobro uma grana para fazer essas coisas. Hoje você pode fazer tudo o que quiser comigo de graça. Aproveita! – disse sorrindo.
Ela agora tinha se sentado bem perto mim, podia sentir o ombro e da coxa dela roçando no meu corpo, e era uma sensação agradável. Michelle parecia mais à vontade depois de termos transando, como se me tivesse recompensado pelo favor que eu lhe prestava.
– Você tem mulher, namorada? – ela me perguntou.
– Não. Vivo sozinho – respondi.
– Ninguém vem te ver?
              – Não.


A bela travesti americana Domino Presley antes das próteses nos seios. Porém desde o começo da carreira ela aparentava ter silicone nas nádegas. 


Uma vinheta anunciou o começo da novela das oito. De repente, foi como se Michelle não estivesse mais ali, a tela da TV a absorveu completamente. Assim calada ela era uma mulher perfeita. Nos intervalos comerciais trocávamos algumas observações sobre a trama da novela, que eu ignorava completamente, e sobre as ações das personagens, que eu não conhecia, mas que facilmente identifiquei, os bonzinhos e os vilões e aquelas personagens secundárias que preenchiam a novela com tramas paralelas.
– Vou dar uma descida para ver como estão as coisas lá embaixo – disse eu num dos intervalos comerciais.
Para não levantar suspeitas, nem parei no saguão, só passei como estivesse de saída, mas prestando atenção em tudo a minha volta. Havia ainda várias pessoas lá, inclusive alguns policiais fardados. Uma viatura estava parada na porta com as luzes pisca-pisca apagadas. Sai do prédio, dei duas voltas pelo quarteirão, para não levantar suspeitas, e voltei. Contei para Michelle que a polícia ainda estava lá embaixo. Ela me ouviu com atenção, havia medo em seus olhos.
– Você tem para onde ir? Se você quiser pode dormir aqui. Amanhã quando estiver mais calmo você vai embora – sugeri.
– Obrigada. Acho que é melhor mesmo! – ela respondeu – Eu durmo até no chão.
– Não precisa. Este sofá aqui abre e fica uma cama de casal – disse eu, apesar de nunca tê-lo aberto, porque a metade era já suficiente para eu dormir.
Depois da novela assistimos a um programa musical, muito chato, mas que Michelle parecia adorar, e que tive de aguentar até o fim, apesar de saber que no outro canal passava um jogo de futebol interessante. Quando terminou o programa, abrimos juntos o sofá (não sem algum esforço) que realmente se transformou em uma cama de casal espaçosa. Tive de improvisar dois lençóis de solteiro para cobrir a cama.
Michele saiu do banheiro depois de escovar os dentes com a escova nova eu tinha lhe dado. Ainda estava com o vestidinho azul e com as sandálias plásticas com que chegou.
– Acho que tenho uma camiseta que você pode usar para dormir – disse eu lembrando-me de uma camiseta regata que havia comprado e nunca tinha usado, porque ficou comprida demais para mim.
– Obrigada. Só estou com a roupa do corpo. E não vou poder voltar lá para pegar minhas coisas – disse Michele.
– Tinha muita coisa? – perguntei.
– Tinha. Roupas, maquiagem, bolsas, sandálias, bijuterias... ficou tudo lá. – disse ela com tristeza.
– É melhor você não voltar mesmo. A Jéssica pode não morrer, mas você está complicada. Foi uma tentativa de homicídio: dá cadeia – aconselhei.
– Eu sei. Não volto lá nem morta! Depois eu compro tudo de novo – completou com desdém.
Ela tirou o vestido pela cabeça ali mesmo diante de mim. Só então percebi que além da calcinha fio-dental preta ela usava um sutiã sem bojo, apenas um triângulo rendado cor-de-rosa cobrindo seus peitos chatos de rapaz. As duas peças de lingerie não faziam um conjunto, pareciam objetos aleatórios colocados sobre o corpo dela, e mesmo assim eram sensuais.
– Desabotoa o sutiã para mim – disse Michelle virando de costas para mim, exibindo um par de nádegas perfeitas.
Eu sabia que ela mesma poderia desabotoar o sutiã abaixando as alças e puxando a parte com o fecho para a para frente, mas resolvi entrar naquilo que me pareceu um jogo de sedução. Delicadamente desabotoei o sutiã dela.
– Obrigada – disse ela.
– Você tem uma bunda linda – falei vencendo a timidez.
– Se você quiser fazer mais alguma coisa comigo, aproveita. Estou à disposição – sugeriu ela.
– Posso mesmo? – perguntei.
– Claro, amor! Hoje você pode fazer o que quiser comigo. Quer dizer, quase tudo... – completou sorrindo.
Lembrei-me que havia guardado numa gaveta um punhado camisinhas que me deram numa campanha contra a AIDS. Podia ser que já estivessem vencidas, mas quem vai pensar nisso nessas horas.
Há muito tempo eu não fazia sexo, quer dizer, quando o desejo me assaltava, costumava satisfazer-me sozinho com a mão. Fiquei excitado com a ideia de transar novamente com uma pessoa real, quente, que se mexia e gemia autonomamente. E ainda havia a novidade ser uma travesti e não com uma mulher. Michelle deitou-se de bruços na cama depois de tirar a calcinha fio-dental. Ela tinha na bunda e nas costas as marquinhas um biquíni fio-dental que devia usar para tomar sol. Assim de costas ela era simplesmente perfeita. Esqueci quase completamente que boa parte daquilo era resultado de injeções de silicone, concentrei-me apenas na aparência.
Penetrei o cu de Michelle facilmente com a camisinha já lubrificada. Na certa o orifício já estava bastante amaciado pela prática. Meu pênis começou a ir e vir por entre aquelas nádegas maravilhosas. Michele se mexia na cama sem parar, gemia baixinho, dizia coisas indecentes:
– “Me fode!”, “Me fode mesmo!”, “Fode a sua putinha!”, “Põe”, “Põe tudo!”.
Tentei prolongar o máximo que pude o vai-e-vem, não queria que aquilo acabasse nunca. Quando gozei acho que foi o gozo mais delicioso de minha vida. Fiquei indo e vindo por mais algum tempo, mesmo depois de gozar, até que não aguentei mais e tirei o pênis de dentro dela.
Michelle saiu do banheiro já vestindo a camiseta que eu tinha lhe dado.
– Olha meu vestidinho novo! – disse ela dando uma voltinha.
– Ficou perfeita em você – exclamei.
Ela veio deitar-se ao meu lado.
– Adorei transar com você, Gilberto – disse aconchegando-se a mim – Mas sabe, também sou ativa. Se você quiser, também posso te comer. Você quer?
– Não, Michelle, não quero – respondi ofendido àquela proposta que me pegou de surpresa – Assim está bom. Também gostei muito de transar com você.
– Você é quem manda, amor – disse sorrindo, depois prosseguiu – Eu prefiro mesmo ser passiva, mas muitos clientes pedem para serem comidos e a gente não pode negar, né? Ossos do ofício!
– Eu não sou assim – respondi curto.
Michelle tirou a calcinha e a colocou numa cadeira ao lado da cama. De relance vi o seu pênis dela, murcho, uma visão nada agradável, mas que eu tinha de aceitar, fazia parte dela. Apaguei as luzes. Michelle se aconchegou ao meu lado, senti seus cabelos, ombro e coxa encostados em mim. A voz rouca de Michelle que sussurrou: “Dorme com os anjos, amor”. E mais nada.
*        *         *
A fantástica transexual alemã Nicole Charming também em foto antiga, antes das próteses de silicone e da operação de mudança de sexo. Nessa imagem ela deve estar com um bom tucking.

Acordei um pouco atrasado para ir ao trabalho. Mesmo assim fiz café e comi com duas fatias de pão de pão integral que eu comprava de preguiça de ir à padaria a duas quadras de casa.
Michele também se levantou e veio falar comigo.
– Você levanta cedo – disse.
– Não, às sete e meia – respondi.
– Pra mim isso é muito cedo. Eu vivo na noite!
– Imagino – e completei – Agora preciso correr, estou atrasado. Volto lá para às seis da tarde. Fique à vontade, Michele. Tem alguma comida na geladeira, à noite eu trago mais. Se você quiser ir embora, pode ir; se quiser ficar, tudo bem.
– Você quer que eu vá ou que eu fique? – perguntou sensualmente, colocando as duas mãos em volta do meu pescoço.
– É mais seguro você ficar aqui por uns dias – respondi intimidado.
– Você quer que eu vá ou que eu fique? – repetiu me encarando.
– Quero que você fique – disse instintivamente.
– Então... – ela me deu um beijinho na boca – eu fico.
Enquanto ia para o trabalho pensava em tudo o que havia acontecido na noite anterior, de como eu me envolvera em um assunto que não era da minha conta e de como Michelle era deliciosa. Inquietou-me um pouco a ideia de que eu tinha deixado uma estranha no meu apartamento, que poderia, sei lá, roubar as minhas coisas. Já tinha ouvido histórias terríveis sobre travestis. Mas eu não possuía muita coisa valor para ser roubado, apenas um televisor de 14 polegadas, um velho aparelho de som e um rádio-relógio. Achei melhor não me preocupar com isso.


A transexual russa Alice TS. Sabe-se muito pouco sobre ela.


Voltei para o apartamento à noite um pouco apreensivo, sem saber o que ia encontrar. Mas Michelle ainda estava lá, com o mesmo vestidinho azul desbotado, assistindo a TV. Sorriu ao me ver entrar, desviando um pouco os olhos do televisor. Não posso negar que fiquei feliz por ela não ter ido embora. De todas as possibilidades que haviam me ocorrido essa era a que mais me agradava.
Olhei em volta. Na minha ausência o apartamento havia sofrido uma pequena transformação. Depois de anos do meu desleixo, agora as coisas estavam limpas e arrumadas, o chão brilhando, o banheiro e a cozinha lavados.
– Você limpou tudo? – fiz a pergunta óbvia.
– Claro. Esse seu apartamento estava bem sujinho, viu! – disse em tom de censura.
Realmente minhas limpezas eram raras, localizadas e superficiais, e ocorriam somente quando o apartamento ficava insuportavelmente sujo, e eu era bem tolerante à sujeira.
– Já estava no dia de eu fazer a limpeza geral. Neste fim de semana... – menti.
– Enquanto eu estiver aqui você não precisa se preocupar com isso. Eu cuido da limpeza. – respondeu sorrindo – Já fiz a janta também. Espero que você goste.
Fiquei sentado no sofá assistindo TV, como um senhor. Michelle trouxe dois pratos, um para mim outro para ela. Ela cozinhava bem, muito melhor que eu, e mesmo com o estoque limitado de coisas que havia na geladeira e nos armários fez um bom jantar. Comemos em silêncio, com os pratos apoiados nos joelhos, enquanto na TV passava a novela das sete.  Só conversávamos durante os intervalos da novela, essa era uma regra tácita entre nós. Michelle aproveitou o horário do noticiário para lavar a louça, depois de recusar minha tímida oferta de ajuda.
– Fique assistindo suas notícias. Da cozinha cuido eu! – disse taxativa.
Antes de dormir fizemos amor novamente, eu a beijei na pela primeira vez, um beijo profundo, nossas línguas se acariciando. Michelle deu mais uma deliciosa chupada no meu pau e depois deixou que eu a penetrasse. Dormimos bem juntinhos, aconchegados. Não me importava de sentir o volume do pênis de Michelle encostando no meu corpo por trás do fino tecido da camiseta. Para mim ela era uma mulher, uma mulher um pouco diferente, mas mulher.

*            *              *
A linda transexual americana Carrie Emberlyn, totalmente natural.

Ao voltar do trabalho no dia seguinte, ao passei diante de uma loja popular que vendia roupas misturadas em grandes bancas, e resolvi entrar e ver se encontrava alguma para Michelle. Revirando a seção feminina achei algumas coisas que podiam servir para Michelle: duas blusinhas de alça, uma saia de malha, um shortinho e um legging preto. Tentei calcular o tamanho dela tomando a mim mesmo como referência, já que tínhamos quase a minha altura, sem me esquecer que o bumbum dela era volumoso. Fiquei um pouco embaraçado ao passar pela moça do caixa aquelas roupas de mulher, porém ela me atendeu com total indiferença.
Michelle parecia uma criança de tão alegre quando viu o que havia na sacola plástica da loja. Ela correu para o banheiro e num instante voltou vestindo uma das blusinhas e a saia.
– Que você acha – disse, dando uma voltinha.
– Ficou bom. Tive medo de não acertar o tamanho.
Depois ela vestiu a outra blusa e o legging e desfilou para mim. Só o shortinho que não entrou nela de jeito nenhum.
– São coisas baratas, só para você usar em casa. Meu dinheiro é curto – expliquei.
– Obrigada! – disse ela me dando um beijinho – Você não precisava fazer isso.
É claro que eu precisava. Só quando se tem a companhia de alguém é que se sente a total dimensão da solidão. Antes de Michelle eu vivia bem sozinho, achava até que era feliz ao meu modo. Agora voltava correndo do trabalho para casa, sem nem mesmo dar as minhas passadas pelo bar para tomar uma pinga com limão e uma cerveja. Sabia que alguém me esperava em casa, com o jantar pronto, o apartamento brilhando de limpo, minhas roupas lavadas e passadas como nunca tinham sido antes. E ainda havia a expectativa de fazer sexo com ela...
Michelle fez uma lista de coisas para eu trazer do supermercado. Fez também uma listinha de outras coisas que precisava: batom, pó compacto, lápis para os olhos, rimel, pinça para tirar sobrancelhas, esmalte e acetona para as unhas, e um aparelho para ela se barbear. Quando chegava em casa à noite ela estava vestida, maquiada, com as unha pintadas. Comprei mais algumas roupas para Michelle, blusinhas, vestidos, leggings. Um dia tomei coragem e entrei numa daquelas lojas de lingerie, e mesmo sentindo que as vendedoras e freguesas reparavam em mim, comprei algumas calcinhas biquínis e fios-dentais e também três sutiãs com e sem bojo. Em outra loja, aproveitando uma liquidação, comprei para Michelle duas sandálias, uma com salto e outra rasteira, ambas número 41, que era o tamanho que ela calçava.
Fazíamos sexo quase todas as noites. Nós nos beijávamos antes de transar, e mesmo que nessas ocasiões o pênis de Michelle ficasse duro, eu não me importava, ao contrário, considerava as ereções dela como uma prova de amor, ou pelo menos como prova de que ela sentia algum prazer comigo.  Em pouco tempo esgotei meu estoque de camisinhas da campanha contra a AIDS e tive de ir à farmácia comprar mais.
Nunca brigamos, nunca trocamos uma palavra mais rude, nossa vida parecia uma de lua-de-mel.  Eu já estava perfeitamente habituado com a companhia dela. Um dia, porém, ao voltar para casa com um pacote de macarrão, molho de tomate e queijo ralado, porque Michelle queria fazer uma macarronada no dia seguinte, quando abri a porta não a encontrei. O televisor desligado no horário da novela das sete indicava que havia algo errado. Fui até o banheiro e a cozinha procurá-la, como se fosse preciso procurar alguém naquela quitinete minúscula.  Em cima do fogão encontrei uma folha de papel onde ela havia escrito um bilhete:
“Gilberto,

Me desculpe por ir embora sem me despedir, mas acho melhor assim, não gosto de despedidas.

Amei ficar com você esse tempo. Você foi o melhor homem que eu tive. Mas eu tenho que seguir a minha vida, não posso ficar trancada aqui para sempre.

Um dia eu volto para a gente se ver e se amar de novo.

Obrigada por tudo.

Beijos

Michelle”

Abri guarda-roupas, todas as coisas de Michelle haviam sumido. Sentei-me no sofá para me recuperar do choque. Foram apenas duas semanas juntos, mas para mim aquilo parecia uma vida inteira. O caso da facada na tal de Jéssica havia começado a cair no esquecimento, e fiquei sabendo que as outras duas travestis tinham se mudado do prédio. Sem dúvida o clima se acalmara o suficiente para Michelle partisse em segurança. Eu estava tão feliz com a presença Michelle ali comigo que achava que ela também era feliz, sem considerar que ela estava há duas semanas presa em uma quitinete de 35 metros quadrados.
Por algum tempo procurei por Michelle nos lugares frequentados pelas travestis, aqueles pontos conhecidos onde elas se prostituíam. Vi corpos desnudos, ouvi propostas e indecências, mas nem sinal de Michelle. Talvez ela tenha se mudado para outra cidade, quem sabe para outro Estado, bem longe dos olhos da polícia. Pode ser até que esteja usando outro um nome. Gozado, nunca perguntei qual era o nome verdadeiro dela, quero dizer, o nome de homem. Só por curiosidade, não que isso tivesse alguma importância, para mim ela foi e será sempre Michelle.
A imagem dela ficou como que gravada no espaço exíguo da quitinete, sempre ali sentada no sofá assistindo a TV. Às vezes parece que ouço voz dela, aquela voz rouca de travesti, falando comigo nos intervalos da novela. As únicas coisas físicas que ficaram de Michelle foi o bilhete de despedida e uma calcinha meio suja ela esqueceu num canto do armário. Guardei a calcinha como lembrança, assim mesmo como estava.
Sem Michelle, o apartamento voltou ao seu estado habitual de sujeira, minhas roupas mal lavadas e mal passadas, a comida uma gororoba qualquer que eu fazia à noite. Por culpa dela passei a assistir a novela das oito, a que ela mais gostava. Michelle certamente deve estar assistindo a mesma novela em algum outro lugar, e assim parece que fico mais próximo dela. Nunca pensei que ia sentir falta de alguém como sinto de Michelle. E ela, será que também sente falta de mim? Quando nos transávamos ela dizia que me amava, que eu era o melhor homem que ele tinha tido. Mas Michelle era uma profissional do sexo, poderia facilmente fingir que gostava de mim, fingir que sentia prazer quando transávamos. Pessoas como eu são tão fáceis de enganar! Mas não sei, acho que de no fundo ela sentia alguma coisa por mim, sei lá, carinho, gratidão, um amor incondicional, que não pedia nada em troca, que me aceitava do jeito que eu era. Quem sabe um dia ela volte mesmo como prometeu, ou me escreva para nos encontrarmos em algum lugar. Eu iria a qualquer parte do mundo para estar de novo com ela. Michelle, a travesti, foi a única mulher que amei.

FIM

luciamilet@hotmail.com

São Paulo, 29/11/2017


A maravilhosa travesti brasileira Letícia Vlasak em foto também antiga, antes das próteses de silicone. Letícia faleceu de câncer em 2011.